Durante os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, me deparei com o seguinte trecho do samba enredo da escola Unidos de Vila Isabel:


Hoje pensar em ciências é ter consciência do que está por vir.Então pra que discutir.Corra que o futuro vem aí.

Não há como negar que vivemos em um mundo de transformações, uma realidade que ao mesmo tempo nos perturba e fascina.


Os avanços tecnológicos e as conquistas nas diversas áreas do conhecimento modificam a todo instante a nossa história. Tudo isso, fruto de muita pesquisa, trabalho e dedicação.


Observando os carros alegóricos que desfilavam a todo momento, não há como não perguntar: como conseguiram chegar a esse ponto?

Admiramos as formas, a força de sustentação, imaginamos as engrenagens que movem os carros, criando movimentos diversos de estruturas gigantescas. Ficamos fascinados com a altura e o equilíbrio e também com a distribuição de energia que ilumina tudo e todos. Sem falar na fragrância espalhada por todo ambiente, que nos transporta para outro tempo, outra dimensão. É a junção de materiais, a mistura de elementos e a conversão de ciência em arte.

Ciência, sendo executada em sua plenitude, atrás de pesquisas e testes durante vários meses, buscando juntar os conhecimentos da física, da química, da biologia e da matemática, aprimorando, reconstruindo ou, até mesmo, criando novos trabalhos que concretizam o que a imaginação idealizou.


Podemos afirmar que toda pesquisa científica parte de um questionamento. Observando alguns exemplos, como Thomas Edison, vemos o quanto a ciência inspira e alavanca mudanças importantes para a humanidade. Ele, que inventou a lâmpada incandescente, um dispositivo elétrico que transforma energia elétrica em energia luminosa e energia térmica através do efeito Joule, iniciou um processo que já chegou às lâmpadas de led e diversas outras formas de transformar energia. A engrenagem desenhada e desenvolvida por Leonardo da Vinci, que hoje movimentam máquinas que ele nem sequer ousou imaginar. O telefone por Graham Bell, que ficaria fascinado com a atual tecnologia dos celulares, sem falar em nosso compatriota Santos Dumont…ah! O que pensaria da corrida espacial?

A história está repleta de cientistas que acreditaram e se arriscaram da forma e com os recursos que dispunham no momento, para concretizar o trabalho idealizado, buscando enfrentar os erros e imprevistos do percurso.

Hoje nos deparamos com pesquisas em diversas áreas, que buscam o bem-estar, que curam, protegem e amenizam o sofrimento humano, fazendo com que a vida sejam infinitamente mais agradável.

Estamos vivendo um processo de retomada da popularização da ciência. Com o grande acesso tecnológico, as pesquisas não precisam acontecer somente dentro dos laboratórios, podem e estão acontecendo também nas escolas, com participação de alunos de diversas faixas etárias.

Pesquisas elaboradas a partir de elementos aparentemente simples, do nosso cotidiano, chamam a atenção de especialistas nas feiras de Iniciação Científica. Alunos da educação infantil em diante se revezam em apresentações surpreendentes, cheias de entusiasmo, energia e alegria. Descrevendo passo a passo e com compromisso e determinação o projeto científico desenvolvido por eles.

Aprendemos que, para elaborar uma pesquisa científica, não é necessário apenas recurso, mas também trabalhar com criatividade e serenidade, respeitando o trabalho em equipe, o ritmo de cada um, não descartando qualquer ideia ou raciocínio, por mais absurdo que sejam. É questionar, observar e refletir, abrindo os olhos para os pequenos detalhes e, sem dúvida, valorizar o outro. Não há mestre e nem aprendiz, e sim uma equipe que trabalha, que descobre e vibra com cada conquista.

Diante de tais afirmações e indagações ainda não sabemos responder se a arte imita a vida ou se a vida imita a arte. A grande verdade é que “… pra quê discutir. Corra que o futuro vem aí.”

Fonte da imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

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